APOS O GRITO DO IPIRANGA...
Após a Família real portuguesa pisar no Brasil em 1808 fugindo de Napoleão o Brasil nunca mais foi o mesmo. E foi questão de tempo para a Independência acontecer. E em 1822 ela veio pelas mãos do príncipe Português Pedro IV, que após dar o famoso grito “independência ou Morte" nas margens do rio Ipiranga se tornou Don Pedro I, o rei do Brasil.
Depois da Independência pouca coisa mudou para o Brasil: um imperador português, D. Pedro I, continuava a nos governar. A escravidão permaneceu, assim como dívidas que não acabavam mais, porque o Brasil vendia muito pouco mas comprava demais. Até para ter coisas do dia-a-dia, como sabão e tecido, precisávamos mandar buscar lá fora, em outros países. E o que é pior: continuávamos dependendo da Inglaterra para tudo, porque era ela quem fabricava a maioria dos produtos que o povo do Brasil consumia.
Independente? Parece que no comecinho dessa nossa história, éramos livres só da boca para fora. Em vez de ser a galinha dos ovos de ouro de Portugal, o Brasil passou a ser a galinha dos ovos de ouro dos outros países... principalmente da Inglaterra. A galinha só mudou de dono. Claro que ninguém estava feliz com essa situação, e toda a culpa acabava caindo sobre o nosso novo imperador. D. Pedro Governou de 1822 até 1831. No seu governo, ou no “Primeiro Reinado” O Brasil passou por turbulências politicas e revoltas regionais. Primeiro para que D. Pedro governasse o Brasil de forma organizada era preciso criar leis, então o rei se reúne com as lideranças Brasileiras para criar uma constituição do Estado Imperial.
A constituição de 1824: Imposta por D. Pedro I, durou 65 anos e estabelecia a divisão dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Também foi criado o 4º poder, o Poder Moderador, que dava ao Imperador poder para barrar qualquer lei ou decisão. Assim no fim, D Pedro tinha a ultima palavra. Isso agravou os ânimos da população e o imperador perdia as rédeas do país. E o povo? No império, os cidadãos que podiam votar eram divididos entre os eleitores de paróquia e os eleitores de província. Os eleitores de paróquia eram todos aqueles que comprovavam uma renda anual mínima de 100 mil réis (hoje aproximadamente 3.600 reias) para votar nos eleitores de província, que, por sua vez, deveriam comprovar uma renda anual mínima de 200 mil réis (R$ 7,200). para votar nos candidatos a deputado e senador. A questão era que na época isso era grana para caramba, e poucos podiam votar no Brasil."
Fontes confiáveis e científicas:
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo (EDUSP), 2013.
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1/20/2026
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