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MODERNIDADE: O ENCONTRO ENTRE POVOS

 

Atlas das ideias. Encontro entre mundos, idade moderna, grandes navegações




   Imagine viver numa época em que tudo começa a mudar muito rápido, de repente, aparecem cidades maiores, novas invenções e formas diferentes de pensar o mundo. Foi assim que a modernidade começou na Europa, lá entre os séculos XV(15) e XVIII(18). Esse período trouxe ideias novas, como o uso da ciência para explicar o mundo, o comércio crescendo e as máquinas tomando o lugar do trabalho manual. As pessoas acreditavam que estavam caminhando para um futuro melhor e mais avançado.

  Agora Imagine uma transformação radical: as pessoas começaram a questionar mais as explicações religiosas e a valorizar a razão e a ciência para entender o mundo. Surgiram grandes cientistas, como Isaac Newton e Galileu Galilei, que revolucionaram a forma como enxergamos o universo. Acreditava-se muito no progresso, na ideia de que a sociedade ia melhorar cada vez mais com novas descobertas e invenções.

  Mas aqui está o segredo: nem todo mundo foi incluído nesse "futuro brilhante". A modernidade europeia tinha uma lógica de inclusão e exclusão. Quem era rico, educado e seguia os padrões europeus de comportamento era considerado moderno e tinha mais oportunidades.

   Por outro lado, mulheres, camponeses, povos indígenas, africanos e até trabalhadores pobres europeus muitas vezes eram deixados de fora. Por exemplo, durante o colonialismo, os europeus diziam que estavam "levando progresso" para outros lugares do mundo, mas o que realmente faziam era explorar terras e pessoas. Povos indígenas e africanos eram tratados como inferiores e forçados a trabalhar, enquanto suas culturas eram vistas como "atrasadas".


   Mesmo na própria Europa, nem todos se beneficiavam da modernidade. Muitas mulheres não tinham direito à educação ou ao trabalho fora de casa, e os camponeses enfrentavam condições de vida muito difíceis.

   Hoje, ainda usamos muitas coisas que surgiram na modernidade, como a tecnologia e o jeito como organizamos as cidades. Mas é importante lembrar que o progresso nem sempre é para todos. Aprender sobre isso nos ajuda a pensar em como criar um mundo mais justo.





📝 - DESENVOLVA





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Fontes confiáveis e científicas:


BURKE, Peter. O Renascimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2010.



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