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EUROPEUS NO ATLÂNTICO: UMA CORRIDA POR RIQUEZAS E PODER

(EF07HI13) Caracterizar a ação dos europeus e suas lógicas mercantis visando ao domínio no mundo atlântico. 

(EF07HI14) Descrever as dinâmicas comerciais das sociedades americanas e africanas e analisar suas interações com outras sociedades do Ocidente e do Oriente


Atlas das ideias. Grandes Navegações, europeus no Atlântico, chegada a América,



  Imagine o Oceano Atlântico como um grande palco, onde, a partir do século XV(15), os europeus protagonizaram uma verdadeira corrida por riquezas, poder e novas terras. Essa busca incessante transformou o mundo e deixou marcas profundas na história.

  Na busca por riquezas os reinos europeus queriam ouro, prata e especiarias como pimenta e canela, que eram muito valiosas. Além disso, eles estavam competindo entre si por poder e influência. Navegar pelo Atlântico parecia a melhor solução para encontrar novas terras e rotas comerciais, evitando conflitos com os impérios do Oriente.

  Portugal e Espanha foram os primeiros a se lançar no Atlântico, liderando expedições que resultaram em grandes descobertas, como o caminho para as Américas e as rotas para a África e a Ásia. Mais tarde, outros países, como Inglaterra, França e Holanda, também entraram nesse "jogo".


O COMÉRCIO E AS COLÔNIAS

 

Atlas das ideias. Grandes Navegações, europeus no Atlântico, escravidão, trafico negreiro


  Os europeus não queriam apenas explorar; eles queriam lucrar. Para isso, criaram colônias nas Américas e na África, onde extraíam recursos como açúcar, tabaco, metais preciosos e algodão. Esses produtos eram levados para a Europa e vendidos por altos preços.

 Mas o comércio europeu no Atlântico tinha uma face sombria: o tráfico de escravizados. Milhões de africanos foram capturados e forçados a trabalhar nas plantações das colônias. Esse sistema cruel, conhecido como comércio triangular, conectava a Europa, a África e as Américas, trazendo grandes lucros para os europeus à custa de muito sofrimento humano.


[...] O motivo principal do interesse europeu no Atlântico se deu principalmente por dois fatores. Primeiramente, o Oceano Índico já havia sido ocupado por outras navegações europeias, que também possuíam grande poderio marítimo, como a italiana, a inglesa e a holandesa. Assim, ao buscar o mundo Atlântico e não o Índico se evitaria confrontações com outros competidores. O segundo fator era a maior facilidade dos portugueses e espanhóis em se mudar para o mundo Atlântico, devido à mobilidade que havia para se tornar marinheiros, além da falta de preocupação com a concorrência do mercado europeu.

AMORIM, Leila Machado. Pernambuco, a Companhia das Índias Ocidentais e o Atlântico: a navegação holandesa no século XVII.


O IMPACTO DO DOMÍNIO EUROPEIA


   As potências europeias usaram suas forças militares, navios e redes comerciais para dominar o Atlântico.  Elas controlavam portos, rotas marítimas e as colônias, criando um sistema onde o poder e a riqueza ficavam concentrados na Europa. Ao mesmo tempo, o mundo atlântico se tornou um espaço de trocas culturais: alimentos, como milho e batata, saíram das Américas para a Europa, enquanto cavalos e armas chegaram ao Novo Mundo.

  A ação dos europeus no mundo atlântico foi movida por uma lógica mercantilista de busca por riquezas e poder.  Os europeus causaram muita destruição, especialmente para os povos indígenas das Américas e os africanos escravizados. Esse período nos ensina a importância de entender como as relações de poder e comércio moldaram a história global.




📝 - DESENVOLVA


01- O texto utiliza a metáfora do Oceano Atlântico como um "grande palco". De acordo com a leitura, por que os reinos de Portugal e Espanha escolheram atuar nesse "palco" específico em vez de continuarem focados nas rotas do Oceano Índico?


02- Como você interpreta a relação entre o progresso comercial europeu e o impacto causado nas populações indígenas e africanas?


03-Explique como o sistema de trabalho forçado e o controle de rotas marítimas eram essenciais para manter a riqueza concentrada na Europa.






Fontes Confiáveis e científicas:



BOXER, Charles R. O império marítimo português (1415–1825). São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

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