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LIBERTADORES DA AMÉRICA: A INDEPENDÊNCIA DOS EUA

(EF08HI07) Identificar e contextualizar as especificidades dos diversos processos de independência nas Américas, seus aspectos populacionais e suas conformações territoriais.

(EF08HI09) Conhecer as características e os principais pensadores do Pan-americanismo. 

(EF08HI10) Identificar a Revolução de São Domingo como evento singular e desdobramento da Revolução Francesa e avaliar suas implicações


Atlas das Ideias. Libertadores da América Ilustração, origem do troneio, independência dos EUA, USA Independence day


     Noutro dia eu falava com um amigo da libertadores da América. E – Sim, falo do campeonato de futebol – mas quem foram esses libertadores que hoje são homenageados no maior torneio de futebol da América? Bem, por quase 300 anos os reis da Europa tomaram conta, e por tomar conta quero dizer exploraram na mão grande e descarada, de toda a América. Eles destruíram com a maior barbaridade os pobres índios, rasparam quanto ouro havia e depois... depois quiseram que as novas colônias ficassem suas escravas por mais algum tempo, digamos que toda a vida. Mas as colônias acabaram se revoltando e tornando-se países independentes. E a coisa toda começou na América do Norte!


A AMÉRICA INDEPENDENTE

     Observe, no primeiro mapa, a divisão das colônias espanholas no século 18. E no segundo, observe como ficaram divididos os novos países que se formaram.

Atlas das Ideias. Libertadores da América Ilustração, origem do troneio, Mapa Independência da América, USA Independence day

INDEPENDÊNCIA DOS EUA

   Por que os americanos estão sempre se revoltando? Essa era a pergunta nos lábios da Grã-Bretanha quando ela entrou no fatídico ano que se tornaria conhecido no mundo inteiro como a festa do chá de Boston em 1763. A Grã-Bretanha realmente não conseguia entender o motivo dos loucos americanos jogarem ao mar tantas caixas de um bom chá. Absurdo! Más absurdo mesmo era o crescimento dos impostos nas colônias inglesas, e o rei George III, que reinava na Inglaterra só queria uma coisa: tirar delas todas as vantagens.

   Lançava impostos altos e esperava que os Colonos Norte Americanos agradecessem por fazer parte da grande Inglaterra. Quanto à aplicação do dinheiro, isso não era da conta dos colonos. Estes por razões obvias indignaram-se. “É desaforo” – disseram. “Nenhum de nós se recusa a pagar impostos mas queremos que o dinheiro seja empregado aqui mesmo na abertura de estradas, em escolas e mais coisas de que precisamos”. Também sentiam uma pulga atrás da orelha ao pensar na ideia de que Imposto cobrado num país e aplicado noutro, parecia no mínimo uma grande sacanagem. Mas o rei da Inglaterra não concordou.



  Havia nessas colônias um homem de nome Benjamin Franklin, respeitadíssimo e queridíssimo pelo amor a terra que vivia e sua sabedoria. Tinha saído do nada, e à custa do próprio esforço e genialidade transformou-se no ídolo de sua terra. Foi quem montou a primeira imprensa e imprimiu o primeiro jornal em nosso continente. Foi também o inventor do para-raios. Os colonos então acharam melhor mandar alguém “que já manjava dos esquemas” como Franklin afim de conversar e convencer o rei a parar de roubar as 13 colônias na cara dura .

  Mas foi inútil! O rei Jorge queria dinheiro, não queria conversa. Em vista disso os colonos resolveram tomar à força o que por bem não conseguiu – e em 1775 a guerra da Independência Americana começou. E podiam esses colonos lutar contra um país tão forte? Não podiam, mas puderam.

  O entusiasmo pela independência substituía tudo que faltava, como armas, um exército organizado e dinheiro (que estava com o rei inglês). Porém tiveram a sorte de descobrir num homem de nome George Washington , que entre outras coisas era o chefe de que precisavam. Washington era, além de muito esforçado, de espírito reto, justiceiro, verdadeiramente patriota , dono de escravos Africanos (mas quem não fazia isso?) – e honestíssimo até onde estadunidenses contam. Contam que certa vez, muito criança ainda, cortou com um machadinho que lhe haviam dado uma cerejeira plantada por seu pai.

Naquele tempo havia uma lei punindo com pena de morte quem cortasse uma cerejeira. Pois bem, quando seu pai chegou e perguntou: “Quem cortou a cerejeira?”, o pequeno compadre Washington não vacilou na resposta. “Não sei mentir, meu pai. Fui eu”.  Para recompensar sua honestidade os estadunidenses colocaram sua cara na nota de UM DOLAR e deram para WASHINGTON um exército que, além de pequeno, sofria da falta de armas, roupas e disseram: “Liberta nós ai Georjão!” .

   No fim, vendo que não podia ganhar a guerra, o rei George propôs paz. Surgiu então para o mundo uma nação nova, que iria com o tempo tornar-se a mais rica e a mais poderosa de todas: os E.U.A. Os franceses ainda deram um presente para os americanos só para tirar onda com a Inglaterra e em 1886 a “Estatua da Liberdade” chegou em Nova York onde está ate hoje!

  Os Norte americanos iniciaram um governo democrático onde os cidadão podiam votar e escolher seus lideres, com exceções é claro de negros, mulheres, índios ou pobres. O primeiro pais livre e democrático da América não se mostrou tão democrático e o direito universal ao voto veio com o passar dos anos e muita luta. Hoje o voto nos EUA é universal e não obrigatório.



📝 - DESENVOLVA


01-Segundo o autor, por que esses personagens históricos ganharam o título de "Libertadores da América" e o que eles estavam tentando encerrar após quase 300 anos?


02- Na visão dos colonos norte-americanos, qual era o verdadeiro "absurdo" que gerou a Festa do Chá de Boston? Explique por que eles não aceitavam a lógica de cobrança de impostos imposta pelo Rei George III.


03-De acordo com o texto, quem ficou de fora do direito ao voto no início da democracia americana e o que isso revela sobre aquele período?






Fontes Confiáveis e científicas:



WOOD, Gordon S. A revolução americana. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.



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