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FÍSICA: COMO SURGIU O RÁDIO?


   No século XIX(19), James Clerk Maxwell (1831-1879), um físico e matemático que já estudava os fenômenos elétricos e magnéticos há anos, conseguiu desenvolver as famosas Equações de Maxwell. Essas equações descrevem como a eletricidade e o magnetismo funcionam e, mais do que isso, previram a existência das ondas eletromagnéticas.

  Mais tarde, em 1887, o físico Heinrich Hertz conseguiu produzir essas ondas de forma artificial, comprovando na prática a teoria de Maxwell. Isso abriu caminho para uma série de inovações tecnológicas incríveis. Uma delas, que mudaria completamente a forma como o mundo se comunica, foi o rádio.

  Baseando-se nos cálculos que fez, Maxwell previu a existência de ondas formadas por variações nos campos elétricos e magnéticos, que hoje chamamos de ondas eletromagnéticas (OEs). Ele descobriu que a velocidade dessas ondas era exatamente a mesma da luz, algo já conhecido na época. Isso levou Maxwell a concluir que a luz também é uma onda eletromagnética.


   Mais tarde, Heinrich Rudolf Hertz (1857-1894) comprovou essa teoria ao criar essas ondas. Em 1888, Hertz realizou um experimento (como mostrado na imagem abaixo) para produzir e detectar ondas eletromagnéticas. Ele usou um circuito oscilante que gerava um campo elétrico variável, o que, por sua vez, criava um campo magnético variável. Esse processo resultava em faíscas no centelhador, ou seja, ondas eletromagnéticas que se propagavam em todas as direções. Essas ondas eram captadas por uma antena receptora, onde eram transformadas em corrente elétrica e se manifestavam como faíscas no centelhador do receptor.


   As ondas eletromagnéticas (OEs) que Hertz estudou tinham um comprimento de onda de dezenas de centímetros e ficaram conhecidas como Ondas Hertzianas, ou como a gente chama hoje, Ondas de Rádio. Ele também mostrou que essas ondas tinham todas as características da luz: podiam ser refletidas, refratadas, difratadas, polarizadas e viajavam na mesma velocidade da luz. Em resumo, tudo indicava que elas eram, de fato, luz. 

  Depois dessas descobertas sobre as ondas eletromagnéticas, o italiano Guglielmo Marconi, em 1894, conseguiu criar ondas de rádio no laboratório improvisado que ele montou no segundo andar da casa dos pais. Ele enviou essas ondas para um receptor que as transformava em corrente elétrica, ativando uma campainha na porta da sala. 
Nessa época, o telégrafo já tinha sido inventado por Samuel Morse (sim, o cara do famoso código Morse), e era usado para enviar mensagens codificadas por fios com pulsos elétricos. A inovação de Marconi foi dar um passo além e começar a explorar a comunicação sem fio!

Samuel Morse (sim, o inventor do código Morse). 

   O telégrafo de Morse tinha uma chave que, ao ser pressionada rapidamente, emitia um sinal elétrico representando um ponto. Se o clique fosse mais longo, o sinal indicava um traço. Combinando esses pontos e traços, dava para enviar mensagens a longas distâncias em pouco tempo. Mas tinha um problema: para transmitir esses sinais entre duas cidades, por exemplo, era preciso instalar fios conectando os lugares. Esses fios, expostos ao ambiente, podiam ser danificados e atrapalhar a comunicação. Por isso, algumas pessoas começaram a pensar e trabalhar na ideia de transmitir informações sem usar fios, apenas com ondas eletromagnéticas.



   Na época, nem todo mundo acreditava nessa possibilidade. Alguns cientistas diziam que não dava para usar ondas eletromagnéticas para se comunicar a distâncias maiores que 60 km por causa da curvatura da Terra. Mas, felizmente, a natureza tinha um truque na manga. No alto da atmosfera, existe uma camada cheia de íons chamada Ionosfera. Ela reflete de volta para a Terra as ondas que, de outro modo, escapariam para o espaço. E foi graças a essa camada que a comunicação sem fio se tornou realidade!




 Poucos anos depois de sua primeira experiência bem-sucedida, em 1901, Marconi conseguiu um feito incrível: enviou um sinal de rádio por uma distância de 3.500 km, conectando Cornwall, na Inglaterra, a um receptor no Canadá. Aqui no Brasil, o padre Roberto Landell de Moura (1861-1928) também estava trabalhando em projetos parecidos, de forma independente. Ele chegou até a patentear seu transmissor em 1901, cinco anos depois de Marconi.

 Com o surgimento da radiodifusão, rapidamente ficou claro o potencial dessa tecnologia para a comunicação. Isso fez com que vários países começassem a investir na melhoria do rádio. Vale lembrar que, até 1906, o rádio transmitia apenas mensagens em código Morse – nada de voz ainda.

 Durante a Primeira Guerra Mundial, o rádio foi essencial tanto para a comunicação entre os militares quanto para informar as populações que sofriam com os impactos da guerra. No Brasil, a primeira estação de rádio foi inaugurada em 1922, no Rio de Janeiro – que era a capital do país na época. O evento contou com um discurso do presidente Epitácio Pessoa e a transmissão da ópera "O Guarani", de Carlos Gomes.



   O Rádio se tornou a principal forma de comunicação do século XX(20) e se mantém como uma das mais importantes até hoje. Sendo muito usado para transmissão de notícias, programas de entretenimento, músicas, entre outros conteúdos. Com isso, o rádio se colocou no centro da política de qualquer país, afinal a classe mais abastada (Burguesia) sempre quis usar este meio de comunicação para propagar as ideias que defendem seus interesses. Ao mesmo tempo, os trabalhadores sempre lutaram por seu espaço na transmissão e disputa de ideologias. Mas os detalhes disso vamos deixar para um próximo encontro aqui sobre a história do Rádio no Brasil e no mundo.

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